segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla
Nossa escola participou da 2ª Edição dos jogos da Integração, realizada pela APAE de Juazeiro do Norte no dia 23 de agosto.
A atividade faz parte da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que este ano tem como tema EM BUSCA DE IGUALDADE. ESTAMOS AQUI!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Cavalos são aliados no tratamento de crianças autistas e com movimentos comprometidos
Leonardo HefferDo NE10/Ceará
Desde que o efeito fisioterapêutico da cavalgada tornou-se notório, a procura pela atividade tem crescido a passos largos. A equoterapia ganhou espaço em centros hípicos e haras, auxiliando crianças portadoras de doenças genéticas, problemas motores e autistas. Em Fortaleza, longe das mensalidades que chegam a R$ 400, a cavalaria da Polícia Militar do Ceará abriu as portas para a terapia com custo zero aos inscritos. O foco é a população de baixa renda que mora em área de risco social.
Rian Albuquerque, 5 anos, praticante de equoterapia, sofre de um mal chamado Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo 2, problema genético que atinge a espinha e afeta os movimentos motores voluntários. Os primeiros sintomas apareceram já aos seis meses de vida. Rian não tem sustentação para manter, por exemplo, a cabeça erguida, ou até mesmo o tronco ereto. Por vezes, não dá para sentar. Andar é um movimento considerado raro para quem sofre da AME.
Superando as dificuldades, Rian é um garoto sorridente, que fala com todos e chega a bater continência acompanhado de um alegre "bom dia, capitão". Para se locomover, somente nos braços - e não importa de quem seja, afinal está entre amigos, como ele afirma sobre a equipe multidisciplinar do projeto. São pedagogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e equitadores que o auxiliam.
A fonoaudióloga Sílvia Renata de Albuquerque Herculano, mãe do pequeno, percebe os resultados positivos do tratamento. "Rian já consegue ter mais força para se manter sentado, ação que antes não fazia. Ele já tem mais controle do tronco e da própria sustentação", afirma Silvia. Ela conta que já conhecia a equoterapia e seus efeitos benéficos. Quando soube do trabalho realizado na Cavalaria, colocou o nome do filho em uma lista de espera e, seis meses depois, Rian tinha seu primeiro contatos com Paquita, égua que o acompanha no tratamento.
Rian Albuquerque, 5 anos, praticante de equoterapia, sofre de um mal chamado Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo 2, problema genético que atinge a espinha e afeta os movimentos motores voluntários. Os primeiros sintomas apareceram já aos seis meses de vida. Rian não tem sustentação para manter, por exemplo, a cabeça erguida, ou até mesmo o tronco ereto. Por vezes, não dá para sentar. Andar é um movimento considerado raro para quem sofre da AME.
Superando as dificuldades, Rian é um garoto sorridente, que fala com todos e chega a bater continência acompanhado de um alegre "bom dia, capitão". Para se locomover, somente nos braços - e não importa de quem seja, afinal está entre amigos, como ele afirma sobre a equipe multidisciplinar do projeto. São pedagogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e equitadores que o auxiliam.
A fonoaudióloga Sílvia Renata de Albuquerque Herculano, mãe do pequeno, percebe os resultados positivos do tratamento. "Rian já consegue ter mais força para se manter sentado, ação que antes não fazia. Ele já tem mais controle do tronco e da própria sustentação", afirma Silvia. Ela conta que já conhecia a equoterapia e seus efeitos benéficos. Quando soube do trabalho realizado na Cavalaria, colocou o nome do filho em uma lista de espera e, seis meses depois, Rian tinha seu primeiro contatos com Paquita, égua que o acompanha no tratamento.
Outro praticante da equoterapia é Ítalo Aguiar, 11 anos, autista. No lombo do animal, o garoto mantém o foco em todos os detalhes que o cercam. Paulo Sérgio Aguiar, militar reformado, está sempre ao lado do filho. "É incrível como ele mudou. Passou a estar mais atento às coisas, a olhar e perceber os ambientes. O tratamento com os cavalos o deixou até mais calmo", diz Paulo Sérgio.
Para o capitão Daíso Filho, coordenador da equipe, a resposta dos pacientes compensa todo o investimento. "Você vê crianças que muitas vezes não conseguem sorrir, que estão afetadas por suas deficiências e, no decorrer do tratamento, percebe o comportamento mudando gradativamente. Por fim, ver esses sorrisos nos rostos delas vale qualquer sacrifício", afirma.
INSCRIÇÃO - A equoterapia faz parte de uma série de projetos sociais da Polícia Militar do Ceará voltada para o público de baixa renda. Para se candidatar a uma das 12 vagas, os interessados precisam de recomendação médica. A alta procura pelo tratamento fez necessária a criação de uma lista de espera que convoca os inscritos não pela ordem de chegada, mas pela necessidade do tratamento.
Para o capitão Daíso Filho, coordenador da equipe, a resposta dos pacientes compensa todo o investimento. "Você vê crianças que muitas vezes não conseguem sorrir, que estão afetadas por suas deficiências e, no decorrer do tratamento, percebe o comportamento mudando gradativamente. Por fim, ver esses sorrisos nos rostos delas vale qualquer sacrifício", afirma.
INSCRIÇÃO - A equoterapia faz parte de uma série de projetos sociais da Polícia Militar do Ceará voltada para o público de baixa renda. Para se candidatar a uma das 12 vagas, os interessados precisam de recomendação médica. A alta procura pelo tratamento fez necessária a criação de uma lista de espera que convoca os inscritos não pela ordem de chegada, mas pela necessidade do tratamento.
"As crianças que têm urgência na equoterapia são as primeiras chamadas quando surgem vagas", explica o capitão. A permanência na terapia pode variar. "Criamos uma meta de desenvolvimento para cada criança. A cada seis meses, uma avaliação é feita e, caso ela chegue ao nível que traçamos, pode-se dar alta para a criança para que uma nova venha iniciar o tratamento."
terça-feira, 19 de junho de 2012
Bailarina perde a visão aos 25 e diz que dança melhor hoje
Sabrina Casado, de 33 anos, perdeu a visão aos 25 por conta da diabetes. Ela afirma que encontrou energia para enfrentar as dificuldades na dança.
“Eu danço melhor hoje do que quando enxergava. Sou só eu e a música”, diz a sorridente bailarina Sabrina Casado, que perdeu a visão aos 25 anos por causa da diabetes. Após um transplante, ela se recuperou da doença, mas ainda segue sem enxergar. Hoje, aos 33, encara a vida de uma outra forma. “Eu penso que a gente tem que morrer e nascer de novo, porque não dá para ter a mesma vida. Se insistir em ter, parece um massacre”, conta.
Sabrina tem aula de balé duas vezes por semana em uma das salas de dança do Teatro Santa Roza em João Pessoa (PB), onde ela teve as primeiras aulas de dança quando tinha apenas 4 anos. No início, como ela mesma conta, era tudo uma grande brincadeira, mas depois que a menina de 10 anos protagonizou o espetáculo A Branca de Neve viu que “o negócio era de verdade” e exigia mais responsabilidade. Aos 18 anos, interrompeu as aulas por conta do vestibular e logo em seguida ficou difícil conciliar as aulas da faculdade de fisioterapia com as de dança. Com essa pausa de oito anos, Sabrina só foi retornar à dança aos 26 anos, quando já não enxergava mais.
“Não imaginei que fosse possível voltar a dançar agora sem enxergar. Foi bem diferente e fiquei bastante insegura. Depois que você consegue, diminui a insegurança e você já começa a querer alcançar outras coisas”, relembra a bailarina, que voltou a dançar após o convite de Helena Holanda, presidente da ONG Centro de Atividades Especiais Helena Holanda (CAEHH). “A dança é uma entrega à música e ao público. É como se fosse a própria energia de viver”, afirma Sabrina. A bailarina retomou o gosto pela dança, começou a fazer aulas e acabou montando o grupo de dança Companhia Equilíbrio, que já tem cinco anos.
Hoje, Sabrina tem aulas de dança com uma turma composta por mais cinco alunas que enxergam. Antes de a aula começar, ela adiantou para reportagem do G1 que acreditava não acompanhar o ritmo da turma. As alunas discordaram. “A gente é que acompanha os passos dela pelo espelho ou pela brecha da barra. Na verdade é ela que guia a gente”, disse a aluna Thaís Ribeiro.
O professor Elias Miguel explica que a única diferença em ministrar uma aula com uma deficiente visual é que ele bebe mais água. “Tenho que falar durante toda a aula porque é necessário descrever a aula para Sabrina. Não há exclusão, mas não passo a mão na cabeça dela.” Elias diz que o cuidado excessivo acaba, de alguma forma, diferenciando Sabrina das demais alunas e não é essa a sua intenção.
Mais segurança
Sabrina não imaginava que o primeiro passo de dança ia levá-la a tantos outros mais longe. Em 2010, a bailarina inscreveu um projeto de dança para concorrer ao incentivo financeiro do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de João Pessoa. “Nunca tinha pensando em inscrever um projeto. Nunca fui atrás da burocracia”, diz Sabrina, que teve o projeto aprovado e realizou 11 apresentações de dança em escolas e teatros de João Pessoa. “Apresentar [um espetáculo] em um ginásio cheio de gente é bem diferente."
Sabrina não imaginava que o primeiro passo de dança ia levá-la a tantos outros mais longe. Em 2010, a bailarina inscreveu um projeto de dança para concorrer ao incentivo financeiro do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de João Pessoa. “Nunca tinha pensando em inscrever um projeto. Nunca fui atrás da burocracia”, diz Sabrina, que teve o projeto aprovado e realizou 11 apresentações de dança em escolas e teatros de João Pessoa. “Apresentar [um espetáculo] em um ginásio cheio de gente é bem diferente."
Ela também participou com o grupo de dança Companhia Equilíbrio das atividades do projeto Circuito das Praças, que leva atrações culturais para praças da capital paraibana. “A dança me dá mais segurança. Não sou mais uma no meio da multidão”, diz. O projeto também incluía um debate com os alunos das escolas. Nesses debates, Sabrina conta que surgiam perguntas bem peculiares. “Eles perguntavam sobre o meu cotidiano, mas teve uma vez que eu achei muito engraçado. Um adolescente perguntou se eu namorava e como eu fazia”, relembra.
O fato é que ela namora, sim. Já foi casada por três anos e hoje está em um novo relacionamento com Gilson Batista, que é professor e também é deficiente visual, mas, diferentemente de Sabrina, Gilson é cego desde que nasceu. Tudo começou quando Sabrina estava em busca de um professor de informática e acabou contratando os serviços de Gilson. Ela brinca dizendo que nesta conquista não houve a troca de olhares, mas lembra que neste modelo é possível se apaixonar de cara pela personalidade da pessoa. Com isso, o casal está junto há sete meses. “Sabrina é tranquila e centrada. Ela é uma grande profissional e uma grande pessoa”, diz Gilson sobre a amada.
Conquistas
A perda da visão de Sabrina foi gradativa e causada por conta de uma diabetes. Primeiro, ela começou a ver coisas embaçadas e, em seis meses, não conseguia mais distinguir se estava em um ambiente claro ou escuro. Ela passou por diversas cirurgias, mas não conseguiu evitar a perda da visão, que aconteceu quando ela estava fazendo uma pós-graduação em fisioterapia.
A perda da visão de Sabrina foi gradativa e causada por conta de uma diabetes. Primeiro, ela começou a ver coisas embaçadas e, em seis meses, não conseguia mais distinguir se estava em um ambiente claro ou escuro. Ela passou por diversas cirurgias, mas não conseguiu evitar a perda da visão, que aconteceu quando ela estava fazendo uma pós-graduação em fisioterapia.
O primeiro ano sem enxergar foi o mais difícil para Sabrina. “Sempre fui muito independente e passei a ser totalmente dependente”, conta. Aos 29 anos, passou por dois transplantes (rim e pâncreas) em São Paulo. E por conta do transplante de pâncreas, deixou de ser diabética.
O endocrinologista Ednardo Parente explica que a diabetes é a deficiência de insulina no organismo. Essa deficiência pode ser relativa ou absoluta. O órgão responsável pela produção da insulina é o pâncreas. É a insulina que tranforma a glicose em energia. "O transplante é uma cirurgia grande que é feita em casos de pacientes com complicações por conta da diabetes", diz Parente.
Um dos primeiros desejos que Sabrina realizou, após deixar de ser diabética, foi o de comer pudim de leite condensado. “Minha avó é louca por pudim. Quando eu comi, eu liguei para ela contando. Ela ficou morta de feliz."
Hoje, ela é uma das responsáveis pela produção do material em braile que é realizado na Fundação de Apoio ao Deficiente. Sabrina escaneia os livros didáticos e os deixa no formato da leitura braile. A chefe de Divisão de Apoio da Codavi, Jovania Freires, afirma que, por mês, são produzidas, em média, 2 mil páginas em braile. André Barbosa, que também é funcionário da Funad, explica que uma página de um livro didático, quando é convertido em leitura braile, resulta em três a quatro páginas. O revisor Alberto Melo, que não enxerga desde que nasceu, tem a função de ler todas as páginas que são produzidas em braile e no caso de encontrar algum erro avisar para que a equipe corrija.
Os livros em braile produzidos pela equipe são distribuídos para as escolas que solicitam as obras para os alunos com deficiência visual.
Sabrina diz que muita coisa mudou em sua vida, mas nunca parou para fazer a pergunta “por que eu?”. Quando enxergava, Sabrina pensava em viajar e em morar fora. “Não seria impossível, mas para mim agora não dá”, diz. Ela conta que sente falta de poder sair só, mas que mesmo assim se sente feliz. “Sou feliz porque tenho uma família que me ama”, afirma a bailarina, que ainda pretende dançar o espetáculo Quebra Nozes. “Aí eu já posso me aposentar feliz.”
Fonte: g1.globo.com
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Mãe comemora a 2ª formatura de filho com Down: 'superamos o preconceito'
A secretária Roseli
Mancini comemora a segunda formatura do filho, João Vitor, que tem
Síndrome de Down. No último sábado (19), ele colou grau no curso
de Licenciatura em Educação Física, e em 2009 ele concluiu o
bacharelado na mesma área. "Ele nasceu em São Paulo e quando
completou dois meses de vida viemos morar em Curitiba. Aí começou
nossa caminhada. Sem conhecer nada da cidade, fomos a procura de um
tratamento, nos indicaram a Associação de Pais e Amigos
Excepcionais (APAE). Hoje, depois de tanta luta, podemos comemorar e
deixar para trás muitos 'nãos' e além de tudo, superamos o
preconceito”.
João Vitor tem 25 anos
e explicou, em entrevista ao G1, na manhã desta quinta-feira (24),
que os preconceitos foram vários e relatou alguns casos. "Eu
lembro bem de um caso que ocorreu na primeira faculdade. Estávamos
em uma aula de atletismo e eu estava fazendo um movimento errado, e,
ao invés da professora me corrigir, ela falou: "deixa ele".
Eu fiquei muito decepcionado e me perguntei porque ela teria agido
daquela forma. Também não entendi que tipo de metodologia ela
usava. Eu esperava que ela me ajudasse. Bastava ela ter me
corrigido".
Em outro caso relatado
pelo jovem, o preconceito, segundo ele, veio de uma das colegas de
classe. "Por parte dos colegas eu sempre tive que provar que era
eu que fazia os trabalhos e os deveres. E um dia, uma das colegas
falou que ela tinha feito o trabalho sozinha, sendo que eu também
havia participado. Na verdade (...), ela me deixou tão pra baixo e
deprimido que não tive reação na hora. Com isso, eu preferi sempre
fazer os trabalhos e deveres sozinho".
A mãe contou que o
filho ficou na APAE até os dois anos e meio. “Quando percebi que
lá não havia mais nada a acrescentar na vida do meu filho, tomei a
decisão de colocá-lo em uma escola regular. E deu super certo
(...), no início fui criticada por muitas pessoas pela minha
ousadia, mas hoje posso comemorar o resultado - meu filho já têm
duas faculdades”.
Ele passou no
vestibular na primeira tentativa e concluiu o Bacharelado em Educação
Física na Universidade Tuiuti, em julho de 2009. Em seguida, entrou
no curso de licenciatura na mesma área e concluiu no final do ano
passado. “Quando chegou o dia da colação de grau, mais uma vez,
foi uma emoção sem igual, uma vitória indescritível”, confessou
a mãe.
Roseli aconselha os
pais que também têm filhos com Síndrome de Down e explica que o
princípio de tudo é encarar a situação com normalidade. "Penso
que os pais com filhos especiais, em primeiro lugar devem eles
próprios não ter preconceitos, pois, muitas vezes,
inconscientemente, eles têm, e isto dificulta o relacionamento com o
externo. Devem acima de tudo optar por escolas regulares, sem medo do
preconceito, pois só do lado de crianças normais, com parâmetros
normais, os filhos poderão evoluir".
"Estou feliz. Meu
maior sonho a partir de agora é abrir uma academia voltada para o
público com necessidades especiais, como eu, ou dar aula em escolas.
Percebo que essas pessoas precisam de incentivo e de boa expressão
corporal, coisas que foram essenciais na minha vida até agora. Por
isso, quero fazer a diferença e abrir as portas para tentar dar mais
qualidade de vida para esse público", acrescentou João.
Roseli contou também
que João Vitor já encaminhou alguns currículos para tentar um
espaço no mercado de trabalho, mas afirmou que ele enfrenta
barreiras diariamente. “O problema é que ainda existe muito
preconceito. Mas não perdemos a esperança, estamos aguardando uma
chance”, concluiu.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Transtorno bipolar pode ser diagnosticado na adolescência
O que muitos pais podem achar que é apenas uma fase da adolescência, na verdade, pode indicar sinais de um transtorno. Uma pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos sugere que os primeiros sinais de bipolaridade aparecem na adolescência e não a partir dos 20 anos, como se pensava. O estudo foi divulgado na publicação Archives of General Psychiatry.
Os principais sintomas de transtorno bipolar são episódios de mania e depressão que se alternam entre si. Para mensurar a taxa de incidência desses sintomas nos jovens, os pesquisadores fizeram perguntas sobre humor e comportamento a mais de 10.000 adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos.
A equipe de pesquisa descobriu que 2,5% desses jovens tiveram episódios de mania e depressão nos últimos 12 meses. Além disso, 1,3% das crianças apresentaram apenas mania e 5,7%, apenas depressão. Todos os participantes que apresentaram sintomas preencheram os critérios para o diagnóstico da doença, de acordo com um manual de psiquiatria.
Os transtornos de humor eram mais comuns conforme os jovens ficavam mais velhos. De acordo com a pesquisa, 1,4% das crianças com 13 e 14 anos preencheram os critérios para mania, enquanto quase o dobro dos adolescentes de 17 e 18 apresentou o transtorno. Para os autores, as taxas de transtornos de humor encontradas entre os adolescentes estão próximas ao que é visto em adultos, confirmando a tese de que os sintomas aparecem na juventude. Os especialistas acreditam que isso pode ajudar em diagnóstico e tratamento mais eficazes.
Diferenças entre crianças e adultos
Na maioria dos adultos, as manifestações clínicas são clássicas o humor oscila de um extremo ao outro, da alegria incontrolável e raciocínio veloz à depressão e apatia. No caso das crianças, não é comum ocorrer essa gangorra emocional. "A doença se apresenta por meio de uma conjunção de sintomas menos específicos, como impulsividade, irritabilidade, dispersão, agitação e acessos de raiva", diz Evelyn Vinocur.
Diagnóstico
Por causa dos sintomas pouco específicos, é recorrente que a criança bipolar seja diagnosticada com outros males, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). "É muito pesado para os pais levantarem a hipótese do transtorno, o que contribui para um desconhecimento dos sintomas e um atraso muito grande no diagnóstico e tratamento", explica a psicoterapeuta Evelyn. Por isso, o Transtorno Bipolar do Humor na Infância e Adolescência é uma condição que precisa ser muito divulgada.
Fonte: http://yahoo.minhavida.com.br/familia/materias/15121-transtorno-bipolar-pode-ser-diagnosticado-na-adolescencia
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Mulher que só mexe olhos e queixo defende doutorado na USP
Uma mulher que praticamente só mexe os olhos e a boca tornou-se nesta quarta-feira (9) doutora pela Universidade de São Paulo (USP). Ela produziu sua tese de doutorado em arte e educação utilizando apenas os olhos e pequenos movimentos do queixo – únicas formas pelas quais ela consegue se expressar.
Ana Amália perdeu os movimentos há dez anos. Ela se preparava para defender seu mestrado quando teve um acidente vascular cerebral (AVC) e perdeu quase todos os movimentos do corpo, ficou muda e impossibilitada de mastigar e engolir. Desde então, se comunica por meio de um programa de computador.
Para uma banca examinadora emocionada, Ana apresentou seu trabalho de três anos com crianças com paralisia cerebral. Ela levou um ano para escrever as 185 páginas da tese.
“Para mim, significa ela ter deixado de ser vítima para conduzir a própria vida. Isso é importantíssimo para os deficientes, não se conformarem em ser vítimas, não ter pena, mas potencializarem o que restou”, disse Ana Barbosa, mãe de Ana Amália.
A própria doutoranda brincou com a dificuldade em responder às perguntas da banca, e após três horas, teve sua tese aprovada.
Fonte: g1.globo.com
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Encontrei estas dicas para concentração nos estudos. Vamos compartilhar com os nossos alunos?

13 dicas para se concentrar na hora dos estudos
1. Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. "Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente", explica ele.
2. Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. "Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita", diz o professor.
3. Como saber o que vale colocar no papel
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar.
4. Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo dia
Além de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize.
5. Estude sozinho
Vamos combinar que, por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. O professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende mesmo no estudo solitário. "Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita", diz ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para si mesmo.
6. Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidas
Um erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para ter um maior numero de aulas - o que realmente vai fazer diferença no vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas.
7. Desligue todos os aparelhos eletrônicos.
Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por "dois minutinhos". Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.
8. Estude em um local organizado e tranquilo
O resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça.
9. Música? Só em línguas que você não entenda
Não é proibido estudar ouvindo música - há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda - isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a matéria.
10. Use marca-texto
Usar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também podem ser úteis.
11. Respeite seu tempo
Se você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental - e a frequência vai depender do seu ritmo.
12. Tenha uma programação organizada, mas seja flexível
Use uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a! Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.
13.Crie um pequeno ritual antes de estudar
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br
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